Joanetes O hallux valgo, comumente conhecido como Joanete, é um dos problemas mais comuns dos pés. É caracterizado por um desvio lateral do hallux (dedão do pé), causando uma proeminência na região interna dos pés, que sofre um atrito constante com os calçados, levando à inflamação e dor local. Neste quadro é natural que as estruturas vizinhas sofram, apresentando deformidades também.
Algumas pessoas herdam de suas famílias a tendência para desenvolver o joanete e desde a juventude iniciam sua formação. Certamente, para estas pessoas, o uso de calçados estreitos e com saltos altos é muito mais prejudicial. Outros fatores participam da sua formação como o formato dos dedos e reumatismos.
O conforto na deformidade já instalada é obtido através de sapatos com câmaras mais amplas e uso de órteses confortáveis que encaixam nos pés, são eles corretivos e protetores para joanete utilizados durante o dia ou enquanto dorme.
No início a deformidade é redutível, mais tarde, torna-se resistente à mobilização. O uso de órteses tem bons resultados, evitando a progressão do quadro. Em casos mais graves, fazem-se necessárias cirurgias corretivas.
Esporão de Calcâneo
É uma formação óssea que ocorre no calcâneo (osso da base do calcanhar). Ao longo dos anos pequenos fragmentos ósseos resultado do desgaste do corpo, aglomeram-se e formam uma espícula, também conhecida por "esporão". que causam fortes dores nos pés.
A dor só ocorre quando é feito o apoio de carga ou pressão no local. Está relacionado também com obesidade e com o aumento súbito de atividades diárias.
A cirurgia para retirada do esporão só é considerada em casos extremamente dolorosos que não melhoram com o tratamento conservador. Geralmente o problema é bem controlado com a fisioterapia associada ao uso de palmilhas e calcanheiras de silicone, afim de eliminar a pressão do corpo exercida naquele ponto.
Calos e Calosidades
A calosidade (ou hiperqueratose) é uma tentativa de proteção do nosso corpo em resposta a um estímulo de pressão local. Existem variações quanto ao tamanho, consistência e localização, no entanto, ocorre sempre devido ao mesmo motivo, a hiperpressão.
Quando esse excesso de pressão se distribui difusamente, observamos placas endurecidas, quando ela é concentrada em local específico, temos a presença dos calos.
Várias são as causas para esse aumento de pressão local, como obesidade, calçado inadequado, caminhadas excessivas, presença de irregularidades ósseas, atrofia dos coxins gordurosos protetores dos pés como na diabetes e na artrite reumatóide.
A situação é atenuada pelo uso de substâncias emolientes, palmilhas e outras órteses confeccionadas com gel e materiais macios, resultando numa melhor distribuição e diminuição da pressão nos pés.
Pé Plano/Pé Pronado
O pé plano é uma condição muito comum. Conhecido como “pé chato”. Caracteriza-se por uma postura pronada (uma inclinação dos ossos do tornozelo para dentro) da parte posterior do pé. Além disso, ocorre uma diminuição do arco longitudinal plantar, que vai desde os dedos até o calcanhar, condição na qual a maior parte da planta do pé fica em contato com o solo.
Essa condição se instala devido ao afrouxamento ligamentar, ou da fáscia plantar, que altera a curvatura fisiológica, resultando em prejuízo na funcionalidade estrutural dos pés. Tal sobrecarga, além de produzir calosidades, impõe alterações na marcha, com conseqüente perda de equilíbrio e lesões nas áreas de impacto.
Há pessoas com o pé raso que tendem a colocar o peso corporal todo para o lado medial do pé, como resultado da redução ou ausência do arco longitudinal do pé. Nesses casos, pode haver o aparecimento de dor e outros desconfortos, nos pés e em outras regiões do corpo, como joelho, quadril e coluna, podendo atingir até a região do pescoço e da cabeça. Em contrapartida, muitas das variações dos pés planos geralmente não causam dor nem outros problemas, de modo que a pessoa com essa alteração anatômica nem sabe que a possui. Na maioria dessas situações não há necessidade de tratamento.
* Em bebês e crianças
O arco longitudinal do pé começa se formar na infância, somente após a criança iniciar seus primeiros passos. É normal bebês não apresentarem as curvaturas nos pés. Caso persista após os dois anos de idade, os pais devem estar atentos para a necessidade de um tratamento ortopédico. Os sapatos servirão como molde para que a criança não sofra com futuras deformações. Raramente será necessário o tratamento cirúrgico, que é utilizado para corrigir desvios mais graves.
Pé Diabético
O pé diabético é um termo muito utilizado na prática médica diária e traduz sucintamente alterações que ocorrem nos pés decorrentes de complicações do diabetes mellitus: a neuropatia diabética (alterações nos nervos periféricos), problemas circulatórios (micro e macroangiopatia diabética) e a infecção.
O menor fluxo sangüíneo, a formação de feridas que se infeccionam e de difícil cicatrização (úlceras de perna) podem levar à gangrena. As complicações nos pés dos pacientes diabéticos são responsáveis por cerca de 25% das internações hospitalares destes pacientes.
Os diabéticos têm motivos muito especiais para cuidar de seus pés. Níveis elevados de glicose no sangue por um longo tempo podem levar à perda de sensibilidade e dificuldades na circulação do sangue nos pés, podendo resultar também em danos severos nos nervos periféricos. Com isso, é possível não perceber um sapato apertado ou mesmo não sentir queimaduras, cortes e machucados, facilitando o aparecimento de infecções.
As infecções, por sua vez, interferem no bom controle do Diabetes. O Cuidado diário dos pés é meticuloso e a escolha de um calçado pode ajudar a prevenir esses problemas.
Inspecione diariamente os pés. Procure rachaduras, bolhas, inchaços, feridas entre os dedos, inflamações ou qualquer mudança de cor. Busque o auxílio de outra pessoa, caso não consiga realizar o auto-exame.
• Procure calos, cortes ou mesmo, ulcerações na
planta dos pés.
• Se não for possível que outra pessoa “inspecione”, utilize um espelho para fazê-lo.
• Examime cuidadosamente os entre dedos.
• Não deixe seus pés de molho e não use bolsas de água quente.
• Secar bem os pés, principalmente entre os dedos e ao redor das unhas.
• Lave os pés diariamente com água morna e sabão neutro.
• Não use talco spray ou esparadrapo nos pés.
• Não corte os calos e não use produtos para retirá-los.
• Passe creme hidratante nas pernas e nos pés, mas nunca entre os dedos.
• Corte as unhas em linha reta e nunca deixe-as muito curtas.
• Não retire as cutículas e os cantos das unhas.
• Não use canivete, gilete ou faca para cortar as unhas.
• Informe a pessoa que cuida de seus pés para seguir esses cuidados.
Use calçados fechados e macios.
• Não use calçados apertados, abertos, de bico fino ou de salto alto.
• Antes de calçar os sapatos, verifique se não há nada dentro que possa machucar seus pés como pregos, pedras etc...
• Não ande descalço nem mesmo dentro de casa.
• Quando indicado, use palmilhas diariamente, durante todo o tempo.
• Use meias de algodão sem costuras e sem elásticos, trocando-as diariamente.
Em casos que já apresentem amputações ou ulcerações, é aconselhado o uso a tecnologia do silicone medicinal somado e a especialização da ortopedia técnica com a biomecânica, hoje é possível que o diabético com seque-las possa ter uma vida ativa e sobretudo com qualidade, pois, o uso das órteses personalizadas e calçados especiais tem demonstrado ser um artifício de muita importância para reabilitação.
Bolhas/Atrito A bolha aparece quando há atrito entre os pés com meias, tênis e o solo. É mais comum em regiões em que o osso está saliente, como nos calcanhares e no dedo mínimo. Ela se forma quando uma camada de pele se descola (por causa da fricção) e enche de líquido, geralmente incolor.
Caso algum vaso sangüíneo rompa no descolamento da pele, a bolha enche de sangue.
Em alguns casos é recomendado que a bolha seja estourada apenas se causar dor. O ideal é pegar uma agulha de seringa descartável, fazer um pequeno furo na base da bolha e drenar o líquido. É importante não retirar a pele da bolha, já que ele serve como curativo biológico e protege contra infecções.
No caso da bolha de sangue, se estiver dolorida deve ser furada logo nas primeiras horas após a formação. Senão o sangue coagula e só sai se for retirado também a pele da bolha.
Apesar de serem muito comuns, é possível evitá-las sabendo escolher o calçado adequadamente e se possível utilizar meia, é recomendado o uso de protetores de gel e silicone para a eliminação de pressão.
Pé Valgo e Varo PÉ VALGO: É a projeção do calcâneo pra fora do corpo, fazendo com que o Tendão de Aquiles se projete para a parte interna do corpo.
Os tornozelos vistos por traz podem se tocar facilmente ainda que o bordo medial dos pés estejam afastados.
PÉ VARO: É a projeção do Tendão de Aquiles para a parte externa do corpo, fazendo com que o calcâneo se projete pra dentro.
Pé Cavo/Pé Supinado
Também conhecido como “pé arqueado”. Apresenta elevação excessiva do arco longitudinal da base plantar do pé, desde os dedos até o calcanhar. O exagero dessa curvatura, se caracteriza pela distribuiçao do peso em apenas dois pontos, o calcâneo e a cabeça dos metatarsos (dedos dos pés). Freqüentemente, ocorre um desequilíbrio na distribuição dos pontos de pressão, que pode ocasionar dores e calosidades na base dos dedos.
Caracteriza-se por apresentar rigidez excessiva e inflexibilidade, dificultando o amortecimento das forças pelas arcadas plantares. Isso pode causar dificuldades de adaptação aos calçados - que, em geral, necessitam de suporte de arco - e dor ao realizar atividades como caminhar, correr e ficar longos períodos em pé. Em casos mais graves, pode causar incapacitação importante.
Sua causa pode ser neurológica, ortopédica ou neuromuscular.
* Geralmente são observados desvios compensatórios ascendentes em joelhos, pelve e coluna, associados ao calcâneo varo.
Cuidados: A melhor forma de compensar a rigidez e a falta de amortecimento de um pé cavo será com sapatos com características contrárias às do pé. Neste caso, o ideal é procurar sapatos que ofereçam mais flexibilidade e amortecimento de impactos. Outro fator é a acomodação do pé nos sapatos: além de uma boa folga no comprimento, o pé deve ajustar sem exceder a largura do sapato, promovendo a movimentação natural do pé.
Pé Plano Também conhecido como pé chato, consiste numa alteração estrutural corporal que resulta na perda da curvatura do pé. Esta perda pode ser parcial ou total.
Esta anomalia geralmente é congênita, mas também pode ocorrer por causa do desgaste dos músculos e articulações que ocorrem em idade mais avançada.
Em muitos casos o pé plano não causa dor ou desconforto, sendo possível que o portador nem mesmo se dê conta desta alteração. No entanto, em outros casos, ele pode apresentar-se doloroso, especialmente quando os ossos passam a comprimir os nervos.
O uso de palmilhas anti-impacto e modeladoras atenuam este problema, sessões de RPG também trazem ótimos resultados.
Fascite Plantar A fáscia plantar é um tecido que recobre a musculatura do pé, estendendo-se do calcanhar aos dedos. A fascite constitui-se da inflamação deste tecido. Esta patologia acomete principalmente mulheres na faixa etária dos 40 aos 50 anos e está bastante relacionada com obesidade.
O indivíduo com fascite plantar queixa-se de dor na planta dos pés, especialmente durante os primeiros passos logo ao acordar, pois neste momento os tecidos da planta do pé estão mais encurtados. Outra queixa comum é piora do quadro após a prática esportiva, ou ter passado longos períodos de pé. Este quadro será bastante atenuado pelo uso de palmilhas de silicone e alongamento diário do tendão de Aquiles e da fáscia plantar.
Metatarsalgia É a dor que ocorre na região anterior do pé, onde temos 5 "ossinhos" chamados metatarsos. O problema pode estar relacionado a ossos, articulações, músculos, ligamentos ou tendões desta região.
As causas mais comuns da metatarsalgia são traumas nos pés, SALTO ALTO, doenças articulares, doença dos sesamóides e tumoração de partes moles.
É necessário tratamento de acordo com a sua patologia de base. O uso de palmilhas de descompressão e elevação do botão metartasal apresentam ótimos resultados, quanto aos sapatos, é necessário a interrupção ou grande redução do uso de salto alto e priorizar solados que evitem demasiado movimento nos metatarsos.
Dedos Montados São dedos que apresentam um mal alinhamento entre si, posicionando-se uns em cima dos outros.
O uso de sapatos muito apertados, deixando os dedos posicionados uns sobre os outros, inicialmente causa apenas desconforto, mas pode culminar com deformações. Os tecidos se acomodam à nova posição e em pouco tempo observa-se o surgimento de calos.
Para tratar esta deformidade é necessária a associação entre a escolha mais adequada dos calçados, a colocação de órteses corretivas e realização de exercícios de alongamento.
Casos mais graves, que levam a limitação funcional devem ser discutidos com médico especialista para possível procedimento cirúrgico.
Dedos em Garra Os dedos dos pés se mantêm equilibrados com funcionamento normal através do trabalho harmonioso de tendões flexores e extensores. Várias deformidades dão origem à perda desse equilíbrio, contribuindo ainda em alteração da biomecênica da marcha.
Sapatos com bico fino, diabetes, hansen e sequelas de artrite\artrose estão entre os grandes vilões, sendo normalmente os responsáveis pela alteração da arquitetura dos pés.
Em princípio, produzem uma deformidade flexível, mas com o tempo os dedos se tornam rígidos e começam a desenvolver calosidades dolorosas, conseqüência da pressão e atrito inadequado entre os pés e calçados.
É interessante a intervenção precoce com o uso de órteses corretoras e alongamentos quando os dedos ainda estão flexíveis. Em fase tardia, com a rigidez, por vezes é indicado procedimento cirúrgico.
Neuroma de Morton
É um problema comum do pé associado com a dor, o inchamento e/ou uma inflamação de um nervo, geralmente entre 3º e 4º dedos do pé, com perda da sensibilidade e/ou formigamento extendendo-se por esses dedos.
Causa:
É uma função anormal do pé relacionada aos ossos que espremem um nervo geralmente entre as 3ns e 4ns cabeças metatarsos. Os calçados com dedos do pé pontudos e/ou os saltos elevados podem freqüentemente conduzir a um neuroma. Podem comprimir o nervo entre os dedos do pé, causando o desconforto e a dor extrema.
Tratamento e Prevenção:
A primeira etapa no tratamento Neuroma de Morton deve selecionar calçados apropriados. Os calçados com uma frente larga e profunda (área do dedo do pé) são ideais para tratar e aliviar a dor. A etapa seguinte no tratamento é usar uma palmilha com um apoio metatarsal, situado atrás do terceiro e quarto metatarsos, para distribuir a pressão, em outras áreas que tolerem melhor, e aliviar a dor causada pelo neuroma.
Unhas Encravadas Esta alteração ocorre quando uma das pontas das unhas enterra-se na pele ao seu redor. Essa unha continua crescendo e aquela pele se torna uma barreira, de forma que em resposta surgirá um quadro de dor e inflamação, favorecendo infecções.
A unha mais comumente acometida é a do grande dedo do pé.
É importante procurar logo um médico ou podólogo, ao invés de tentar solucionar o problema sozinho cortando ou lixando a unha afetada.
O desconforto pode ser controlado através de alguns cuidados:
* Não cortar a unha pelos cantos ou curtas demais, Evitar calçados apertados.
* Utilizar protetores de silicone ou de gel colocados na ponta dos dedos reduzindo as dores e hipersensibilidade
* Utilizar órteses que impedem que as unhas penetrem na pele.